As polêmicas cápsulas de café expresso

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OoolkjO dia em que o café tirou-me o sono

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Há muitos anos que uso a máquina de café italiana para fazer meu café, o processo é simples e o café fica bem saboroso. Com a minha vinda a Portugal, precisei abandonar a minha maquineta no Brasil. Aqui passei a usar as tão sonhadas máquinas de expresso, afinal, as cápsulas na Europa não são assim tão caras. Estava muito feliz com a espuminha sobre meu café todos os dias, até ler uma entrevista com John Sylvan.

John Sylvan é o criador das cápsulas K-Cup que reinventou a forma de beber café. No entanto, ele conta que se arrependeu de sua criação e que não usa as cápsulas devido ao impacto gerado ao meio ambiente.

A campanha Kill the K-Cup reforça a polêmica. No vídeo um mostro feito de cápsulas de café invade o planeta. A mensagem central é "Matem o K-Cup antes que elas matem o nosso planeta." Pode parecer exagero, mas calcula-se a Keurig Greeb Montain - empresa que lançou o sistema - tenha produzido, desde 2014, cápsulas suficientes para dar a volta à Terra 10,5 vezes anualmente. Foi aí que eu perdi o sono.

Apesar da Keurig Greeb Montain afirmar que produz cápsulas totalmente recicláveis, a cidade de Hamburgo, segunda maior da Alemanha, proibiu a compra de cápsulas de café por repartições públicas. O documento afirma que, geralmente, elas possuem alumínio poluente.

Em Portugal, também há ações para minimizar os danos ocasionados pelas cápsulas. A Nespresso uniu-se ao Banco Alimentar na iniciativa "Reciclar é Alimentar". A proposta recolhe cápsulas da marca para reciclagem e aproveita as borras para integrá-las num composto agrícola, que fertiliza terrenos no Alentejo.

A questão é: dá para reciclar, mas quem faz isso? Para reaproveitar a cápsula é preciso retirar o resíduo de café, confesso que fiz isso poucas vezes.

Em abril de 2014, a Deco Protesto fez contas e percebeu que: se cada pessoa beber dois cafés por dia, em 350 dias, consome cerca de 700 cápsulas, que pode chegar a 700g de alumínio, 5,7kg de plástico ou 4,2 kg de papel. Esses números começaram a girar em minha cabeça, ainda mais quando eu sei que, por ano, os oceanos recebem 8 milhões de toneladas de plástica. Sei porque vejo, todos os dias, o reflexo do nosso consumo no mar, mesmo nas praias mais desertas.

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Fala-se muito em reciclagem e concordo que a prática é essencial para a manutenção de um ambiente saudável. Entretanto, na política dos 4 R's (reciclar, reutilizar, restaurar e reduzir) considero que o "R" de reduzir é o mais importante nos dias de hoje. Se não reduzirmos o consumo será impossível reciclar e reutilizar 100% do que é consumido. 

Dentro desta realidade que cabe na minha tacinha de café, resolvi aposentar a máquina de expresso e comprar uma moka nova. Não prometo que volta e meia não vai me bater aquela vontade de um expressinho logo de manhã ou após as refeições, mas se eu puder reduzir ao máximo, este será o meu caminho.

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