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Das coisas que aprendi ao ensinar

Um relato sincero sobre um aprendizado para a vida.


Pratico SUP há quase 6 anos. Lembro da primeira vez em que subi em uma prancha, para mim foi amor à primeira remada, era como se eu já houvesse feito aquilo a vida toda, e tive logo a certeza de que este esporte faria parte de mim, só não tinha ideia do quanto. Quando vim à Portugal, mentalizei muito poder remar todos os dias. Ter uma trabalho que me proporcionasse qualidade de vida, o tão importante TEMPO para fazer aquilo que eu realmente amo. Foi então que a vida me deu um presente, ensinar pessoas a fazer Stand UP Paddle. Eu só não imaginava que o maior aprendizado seria o meu. Lidar com pessoas de diferentes culturas dia-a-dia, ensinando uma prática que por vezes pode ser muito desafiadora, trouxe muitas reflexões, e que agora eu gostaria de compartilhar com vocês.

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Nada é óbvio o suficiente para não ser dito

Aquilo que parece óbvio para você pode não ser óbvio para o outro. Durante as minhas aulas, por exemplo, deparo-me com muitas pessoas que nunca tiveram contato com uma prancha, não sabem nem mesmo qual a parte da frente e qual a parte de traz de uma prancha. Eu cresci no mar, convivi com pranchas de surf desde pequena, para mim aquilo era óbvio. Até que tive muitos alunos que quase não tinham contato sequer com o oceano, que dirá com pranchas. Neste momento, tudo deixa de ser óbvio e a vida é assim. Eu não tenho a menor intimidade com um ambiente de neve, a primeira vez que estive na neve usei botas normais, molhei toda a minha meia e quase fiquei sem os dedos dos pés. Lembro como se fosse hoje de eu e minha família secando as meias nas lâmpadas de um trocador de uma loja chic em Nova Iorque. Temos vivências diferentes, experiências diversas, crescemos em ambientes as vezes completamentes opostos, e esta talvez seja a coisa mais maravilhosa do ser humano, a capacidade de ser multiplo. Então, nunca deixe de explicar algo importante por parecer óbvio, isto pode facilitar muitas coisas.

 

Fique atento aos sinais

As pessoas buscam uma atividade física pelos mais diferentes motivos. Para entrar em forma, para se divertir ou simplesmente para desestressar. Certa vez, uma senhora chegou à escola com a roupa do escritório, ela não tinha fato de banho ou toalha, mas queria muito fazer uma aula. Arranjamos para ela um fato e fomos remar. Durante a aula de praia ela parecia um pouco destraída, durante os exercícios na água percebi que os pensamentos dela não estavam alí. Foi então que eu decidi deixar um pouco a técnica de lado e saímos remando pela baía de Cascais, onde dou as aulas. Bastou 5 minutos para ela começar a falar. Ela havia brigado com o namorado e perdido o emprego no mesmo dia. Estava triste, sem perspectiva e, quando passou em frente da escola, algo chamou a sua atenção para a remada. A aula foi apenas para que ela pudesse reorganizar os pensamentos, eu apenas ouvi com atenção, intervindo apenas quando solicitado. Após uma hora, o tempo normal da aula, ela tinha percebido que não amava mesmo o trabalho e que talvez aquilo tenha até sido bom. A briga com o namorado tinha sido tola demais. Já na areia, ela se secou, pegou o telefone e ligou para ele. Ao sair da escola ela tinha um sorriso de orelha a orelha. Ela não aprendeu as técnicas, posições de surf ou rescue, mas conseguiu ver as coisas de uma outra perspectiva e era isso que ela realmente precisava naquele momento. Então, fique atendo aos sinais que as pessoas nos dão no dia-a-dia, perceba as suas necessidades. Isto pode cortar grandes caminhos em nossas relações.

 

Dê o exemplo

Todo mundo diz que as crianças aprendem observando os pais e seguindo seus exemplos, percebi que não são apenas as crianças, esta talvez seja a grande lei da aprendizagem. Todos nós aprendemos por repetição. A instrução é necessária, mas é na observação que as pessoas relmente percebem aquilo que foi explicado. É muito importante que um instrutor aja de acordo com as leis de segurança, pois, caso contrário, ninguém vai fazer aquilo que foi instruído. Percebo isso com clareza nas perigosas situações de vento. Muitos dos alunos não conseguem remar contra ao vento e por isso eu peço para eles irem de joelhos na prancha. Entretanto, muitos deles só se ajoelham se eu me ajoehar, caso contrário, eles acham que é possível ir em pé. Então, se você quer orientar alguém, siga você também esta orientação.

 

Respeite os limites

Cada pessoa tem um limite e é preciso respeitá-lo. Mais uma vez vejo como somos multiplos. Algumas pessoas avançam rapidamente durante a aula, passam de um exercício a outro com muita facilidade e cumprem todos os estágios. Outras terão mais dificuldade e podem passar todo o período tentando ficar em pé. Lidar com este desafio de forma a encorajar o aluno faz parte da prática diária de um bom instrutor. Isto pode garantir que uma pessoa com mais dificuldade não desista do esporte.

 

Aprenda com seus erros

As pessoas tem vergonha de errar. A maioria dos meus alunos, ao subir na prancha, tem as pernas trêmulas. Isto tem muito a ver com o equilíbrio, sem dúvida, mas metade deste tremor vem do medo e da vergonha de cair. Por isso é sempre importante deixar o aluno a vontade para errar e colocar a queda como parte do aprendizado, afinal, se ele não cair, ele nunca vai poder fazer o exercício de subir de volta para a prancha. Cair é importante, saber cair é crucial. 

 

Elogie e corrija com positividade

O elogio pode ser o estímulo mais poderoso. Quando uma pessoas sente que está no caminho certo, ela tem mais gana para continuar. É preciso corrigir, mas nunca com negatividade. Comentários negativos inibem e prejudicam o aprendizado.

 

Seja humilde

Mesmo que você tenha anos de Stand Up Paddle e saiba fazer todos os truques em cima da prancha, não se exiba gratuitamente. Esta atitude pode também inibir o aluno. Utilize as técnicas necessárias para a sua aula, mostre os exercícios dentro de um contexto e se cair, ria de si mesmo. Ninguém é invensível e instrutores também caem. Eu caí algumas vezes e além de darmos boas risadas, aproveitei o momento para mostrar como subir de volta na prancha.

 

Mantenha a calma

Nunca perca a paciência! O dia-a-dia e coisas alheias ao trabalho podem tirar-nos um pouco a paciência. Mas calma, o outro não tem nada a ver com os seus problemas, seja sempre gentil. Uma situação difícil, como vento forte, pode levar o aluno ao estresse e ele pode esquecer todas as instruções dadas na praia. Cuidado! Nunca grite. Isto só vai aumentar ainda mais o estresse. Mostre sempre que ele está protegido e seguro. 

 

Recicle-se sempre

Nunca sabemos o suficiente. O mundo está em constante movimento e as coisas mudam e se renovam, o mesmo deve acontecer conosco. Evite criar vícios. Transforme-se. Aprenda com os alunos e com os outros instrutores. Tente coisas novas. Renove-se sempre! 

 

Estes aprendizados podem ser muito valiosos para quem quer dar aulas de paddle. Mas, sinceramente, estes aprendizamos têm mudado a minha vida como um todo, têm me mostrado que somos muito iguais sim, temos as mesmas qualidades e defeitos: medos, alegrias, ansiedades...entretanto cada um tem o seu medo, cada um tem a sua ansiedade, o que me faz feliz pode não te fazer feliz. Então, viva a diferença! E que saibamos cada vez mais conviver com elas.

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